sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Entre Segredos E Mentiras / All Good Things (2010)

Demorei, mas to com material, vamos lá?

Entre Segredos E Mentiras, de 2010, é um filme que eu não dava nada. Pelos atores, pelo enredo. Me surpreendi positivamente. Quando peguei achei que era mais um dramazinho baseado em recortes de jornal de mil novecentos e guaraná com rolha, mas é bem trabalhado o filho da mãe. Retratando os fatos ocorridos na vida do empreendedor imobiliário David Marks, o filme gira em torno do desaparecimento de sua esposa Katie, porém, de uma forma diferente, trazendo os acontecimentos, desde quando David e Katie se conhecem, até as turbulências de uma paixão cheia de suspense, paranóia, problemas, força. Porque, além de tudo, é uma paixão muito forte, a ponto de te deixar pensando "Filha da puta! Por quê??", mas que acaba por fazer sentido no final de tudo. Um final, típico de filmes desse gênero, que faz o cabra sai pra pesquisar na internet atrás de fatos. Faça como eu, faça uma busca e se depare com Beach Boys! Até a próxima...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Gangsters (2002)

Antes tarde do que nunca, venho trazer uma peça que faltava em minha coleção...

Gangsters, de 2002, do francês Olivier Marchal. Primeira parte de uma suposta trilogia sobre a polícia francesa (seguido de 36 e encerrando com MR73), conta com Richard Anconina e com a então esposa de Marchal, Anne Parillaud na linha de frente deste thriller sensacional. O filme se inicia numa boate, com um diálogo em andamento, que leva a crer que tudo está indo como deveria ir. Diamantes, cobertura, metade metade, essas coisas. Após isso, segue uma sequência que não deixa devendo a nenhum faroeste bacana, muito menos uma guerra. Os diamantes estão na mão mas... a polícia, num corte repentino de cena. São presos um homem e uma mulher, respectivamente Anconina e Parillaud. Daí o que se segue, é um interrogatório típico, com vários flashes de cenas que transmitem um acontecimento do passado. Daí vem a nata do filme, com diálogos, insinuações e violência, típicas dos interrogatórios dos bons filmes policiais. Um filme que vai caminhando dentro de uma esfera de vidro bem frágil, com uma amarração de primeira. Um filme que demorou pra aparecer em minhas mãos, e agora, fechou com chave de ouro, uma trilogia vista de trás pra frente. Agora, vou ali fazer a coisa como se deve, ver na sequência correta e, se algo for relevante, faço menção por aqui. Até a próxima.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sepultado Vivo / Buried Alive (1990)

Um filme tenso. Velho. Que passava no SBT direto! Aliás, devo boa parte do meu conhecimento em cinema ao SBT, porque assisti muita coisa boa por lá, incluindo essa pérola (que os críticos não leiam isso) do Cinema em Casa. Buried Alive (que descobri que, recentemente, traduziram o título toscamente para Morto Mas Nem Tanto ¬¬), de 1990, conta a história de Clint Goodman, um legítimo americano interiorano, aqueles caras de camisa xadrez, chapéu de palha e um cachorro, geralmente chamado Ted ou Bob. Clint se casou em Nova Iorque, com Joanna, típica cidadã da cidade, loira, com cara de puta e afins. Nada contente em morar no meio do nada, Joanna trama com o Dr. Van Owen, uma forma de matar o marido, este para que fique com a grana do seguro, aquela velha história. Ele indica veneno de peixe para causar um ataque cardíaco em Clint, porém, algo sai errado no uso desse veneno (logo se percebe, o filme fala dum cara enterrado vivo...). Clint sai da tumba, literalmente, para fazer justiça com as próprias mãos. Destaques para a cena do ataque cardíaco de Clint, que eu achei sensacional, o destino de Joanna e Van Owen e toda a atmosfera que o filme te envolve. Aqui tem informações completas sobre o filme. Vale muito a pena. corra atrás, ou espere passar no SBT denovo. Até a próxima.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Crônica de um Amor Louco / Storie di Ordinaria Follia (1981)

Mais uma adaptação das obras de Charles Bukowski, poderia passar comum, exceto por Ben Gazzara entrar de tal forma da pele da personagem Charles Serking, que fica difícil vê-lo sem associar sua feição à do velho tarado. Ah, Ornella Muti. Sim, Ornella Muti, um ponto destoante no filme, por sua beleza diferenciada, e por sua pose de bunda pra cima na janela. Charles inicia no filme com um texto que, entre outras coisas, traz os seguintes dizeres: "Poucos têm estilo. Poucos mantêm o estilo. Já vi cães com mais estilo que os homens... apesar de que poucos cães têm estilo. Gatos têm muito mais estilo". Uma narrativa rumo à profanação e à bebedeira de forma satírica, cheia de peculiaridades, gestos, pelos. Sério, eita mulherada peluda... Enfim, Serking nos leva de forma magistral à uma parte do mundo onde a aparência, a idade, o odor e o bolso não são levados em conta. Só o que interessa é "meter a cabeça". Literalmente. Informações completas você tem aqui. Até o próximo filme.

sábado, 1 de janeiro de 2011

O ano foi bem curto, se fiz duas postagens foi muito. Mas 2001 tá aí pra correr atrás do prejuízo. Boa sorte pra todos nós. Amanhã trago algo bacana visto hoje pra nós.
Abraço!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Escritor Fantasma (The Ghost Writer - 2010)


Quase um ano depois sem escrever nada por aqui (falta de tempo, dinheiro, vontade, cerveja), resolvi entrar com um que assisti recentemente. Vamos a ver...

The Ghost Writer é do Polanski, aquele que chamam de pedófilo, tarado e afins. Mas, inegavelmente, independente de suas peripécias passadas, o cara é um puta dum diretor. E nesse filme ele demonstra isso, pra variar. Ele começa jogando o James Bond (Pierce Brosnan) na cilada de ser um ex primeiro-ministro escrevendo sua biografia. "Escrevendo" seria o correto, pois ele usa um ghost writer, que, sob circunstâncias que ninguém sabe (nem quem viu o filme) se suicida. Daí ele chama o mestre Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) pra ser seu novo ghost, mas muita coisa rola, mas nada de tiros, nem sabres de luz. Uma trama psicológica bem bacana, com um desfecho bem Polanski. O fato é que, neste filme, percebe-se que dá uma saudade danada do Polanski da trilogia do quarto (Repulsa ao Sexo, O Inquilino e O Bebê de Rosemary, não necessariamente nesta ordem), um Polanski que não volta, visto o tempo que passou. Mas o filme vale e muito nego, é coisa boa. Se vira pra ver, e depois conta pra alguém o que você achou. Eu achei duca, um filme muito bacana. É Polanski, mais fraco ou não. Corre atrás pra ver, vale demais.

Até sei lá quando.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Soldado de Laranja

Feliz ano novo, bem atrasado pra todos vocês! Agora vamos trabalhar...

Soldado de Laranja, 1977, Paul Verhoeven (que dirigiu, além de muitas coisas, Instinto Selvagem e Robocop). Um filme sobre a Segunda Guerra Mundial, que conta a história de um grupo de amigos que faziam parte da Resistência Holandesa, após a fuga da Rainha Wilhelmina para a Inglaterra. Um filme marcante, que mostra como uma amizade de anos pode se tornar uma simples disputa de honra, de amor, ou mesmo a honra de seu país. Traições, complês, bombas, tiros, decaptações, torturas, uma Guerra completa, pra ninguém botar defeito. Um show de Rutger Hauer na pele do revolucionário Erik Lanshof, sobrevivente de uma guerra marcada por muitas perdas, e muito mais para este grupo de membros da resistência holandesa. Agora é por tua conta. Vá atrás do filme que ele merece muito mais que uma salva de palmas. Até mais ver.
Abraço!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Post de natal (bah...), um filme bem bacaninha, e acho que eu nunca falei nada sobre ele aqui. Vamos pagar esta dívida...
Nós Que Nos Amávamos Tanto, 1974, Ettore Scola. Não é difícil definir este filme, não para mim, que sou admirador assumido do cinema feito por Scola, e pela Itália, na mesma época. Mas vamos ao filme. O filme retrata a amizade de 3 homens: Gianni, Antônio e Nicola. O filme começa num presente envelhecido, e parte pra um passado de Guerra e mudança política da Itália dos anos 40. E, pouco a pouco, vai desmistificando a história dos 3 amigos, mostrando como cada um se comporta na sociedade, e na mudança que a mesma sofre. Uma mulher se envolve neste "triângulo" e acaba afetando a todos de forma diferente. Gianni, Antônio e Nicola, juntamente com Luciana, se transformarão em um quarteto de pura emoção durante todo espetáculo cinematográfico. Uma Homenagem a Vittorio De Sicca, e com Federico Felinni e Marcello Mastroianni em pontas sem interpretação, dão um toque sutil ao filme. Uma boa forma de entender o período do cinema Neo-Realista, e uma história de amor dirigida com maestria pelo mestre Scola. Tente conferir este, é um prato cheio pra qualquer amante de cinema.
E aproveito para desejar boas festas a todos que acompanharam, mesmo que indiretamente o blog. Ano que vem, tentarei manter uma assiduidade aqui, este ano foi correria pura.
Boas Festas a todos, e um 2010 com muito cinema!
Agora meu, vai comemorar, tá fazendo o quê aqui ainda?
Abraços!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Infiel (2000)

Agora vamos falar de um tipo de cinema mais concentrado, mas nem por isso mais fraco. Infiel, do ano 2000, é um roteiro assinado pelo mestre Ingmar Bergman, e dirigido por sua ex-esposa e beldade cinematográfica Liv Ullmann, uma das mulheres mais bonitas e talentosas que já pisou nesta terra. Infiel trata, como diz o título, de infidelidade (tu-dum tsssss), mas com a peculiaridade de um Bergman, e com as delicadas mãos de Mrs. Ullmann. Um casal, que segue sua vida muito bem, obrigado, tem um amigo em comum, um diretor de teatro, pessoa de confiança de ambos. Até da filha do casal, a menina adora o cara. Olhares e sentimentos começam a se aflorar entre o 3º "familiar" e uma mulher que sente desejo por uma aventura. Uma viagem juntos, sem agravantes. Logo, a coisa se torna mais séria e surge um rompimento. Mais adiante, mais séria ainda, e um local pra se ver com dias marcados, como uma rotina. A tensão começa a se apoderar do espectador sobre uma história que já passou e está sendo contada a um cidadão X, que ninguém sabe se é um médico, um delegado, um pai preocupado, um novo amante (?????) ou um simples ouvinte. Elementos bem cuidados fazem esta película ser uma das melhores vistas por mim, lembrando a mão de Bergman em muitas partes, e a suavidade das atuações de Liv Ullmann também se nota facilmente. Um filme que deve ser visto. Até mais ver.
Abraço!

Forced Entry (1973)

Fazia um tempo que nada me impressionava psicologicamente... e esse filme foi um pouco forte pra meu entendimento parco. Forced Entry, de 1973, dirigido por Shaun Costello (um belo sobrenome, aliás...) é um sexploitation com cenas bem anos 70 mesmo. Mulheres peludas, homens com cara de latin lover, e qualquer motivo era motivo para sexo. Um veterano da Guerra do Vietnam não consegue se adaptar à vida sem violência e começa a ter surtos psicológicos e a atacar mulheres sem nenhum motivo aparente, a não ser o sadismo. Mas o que se vê, durante os filmes e as cenas mais intensas, são flashbacks de um povo que sofreu durante uma guerra injusta e cenas de massacres e mortes que ocorreram em sua frente. O que nos leva a acreditar que o estuprador sádico do filme nada mais é que um produto da Guerra, que passou por crueldade e assistiu a muitas outras, talvez piores do que as que tenha passado, afetado para sempre por uma questão de capital (o bom e velho E.U.A). Atuações nada convincentes, recursos parcos, mas uma idéia boa, flashbacks que fazem a gente pensar nas coisas por outro ângulo. Não é um filme extremo sobre violência, nem muito bem feito... mas antes de descer a lenha no sexo explícito mal filmado e realizado, e na técnica fraca, esta parte mais psicológica me fez pensar um pouco. Tentem ver, pode ser que absorvam algo também. Caso não, os onanistas vão ter umas 3 cenas explícitas pra se deleitar. Até.
Abraço!